Sempre inicio uma conversa sobre drogas, levantando um ponto que considero muito importante: o reconhecimento da droga como inimigo perigoso, principalmente quando estamos falando de adolescentes que encontram-se em fase de transformação, buscando sua identidade, elaborando seus lutos e querendo se auto-afirmar. Este momento deixa o jovem mais vulnerável aos perigos que o rodeiam, entre eles a droga, principalmente se estiverem enfrentando dificuldades de ordem pessoal ou familiar.

       Outro ponto importante é o fato da vilã estar bem perto de nós. Pesquisas mostram que 90% dos jovens que experimentaram drogas tiveram acesso às mesmas por intermédio de amigos, conhecidos ou namorados; o mito do pipoqueiro traficante já não faz mais sentido nos dias de hoje.

      Embora cada substância cause efeito específico, alguns comportamentos manifestados pelo adolescente podem dar pistas de que algo não vai bem e que a droga pode estar por trás: mudança no grupo de amigos e na relação estabelecida com o dinheiro, alteração de hábitos e atitudes, e a desmotivação demonstrada pelos estudos e pelas atividades esportivas.

     Entre as drogas mais usadas, o álcool vem tirando o sono de pais e educadores, pois meninos e meninas estão abusando dos goles, em festas, encontros e até dentro de suas próprias casas.

     Pais e educadores não devem se tornar invasivos, nem desrespeitar a individualidade do adolescente, mas precisam estabelecer uma relação aberta, com diálogo e limites claros, acompanhando de perto a vida do jovem.

     A informação adequada embora sozinha não baste, é fundamental para que os adolescentes possam, de fato, tomar uma posição consciente diante de mais esse desafio.

     A Escola tem um papel muito importante na questão das drogas, pois além de fonte de conhecimentos deve se preocupar também com a formação global de seus alunos.

TEMAS ABORDADOS:

-          Motivações que levam um adolescente a ingressar no mundo das drogas.

-          Contextualização social das drogas.

-          Papel da família evitando o uso e abuso de drogas.

-          Classificação legal das drogas.

-          Tipos de usuários.

-          Classificação das drogas segundo seus efeitos no sistema nervoso central.

-          A questão da dependência.

-          Explicação teórica dos vários tipos de drogas.

-          Comentários finais.

Para Educadores o tema pode ser desenvolvido em 03 módulos, ou adaptado para pais e educadores em forma de palestra com duas horas de duração.

 

BIBLIOGRAFIA:

 

ARATANGY,Lígia Rosenberg. “ Doces Venenos”. São Paulo, Editora Olho d’água, 1991.

PAULINO, Wilson. “ Drogas”. Editora Ática, 1995.

OUTEIRAL, José O. “ Adolescer- Estudos sobre adolescência”. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

TIBA, Içami. “ 123 respostas sobre drogas”. São Paulo: Editora Scipione, 1997.

SPINELLI, Marco Antonio: “ O jovem e as drogas”. Rio de Janeiro: Editora Biologia e Saúde, 1997.

 


GISELE CRISTINA DI SANTO PETERSON, educadora e psicóloga. Especialização em Psicopedagogia e Psicoterapia Familiar. Pós Graduação em Saúde Mental da Criança e do Adolescente.  Atuação na área clínica  (como terapeuta e supervisora) e como psicóloga escolar, além de desenvolver Projetos de Orientação Familiar e Palestras para pais, educadores e alunos.

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atualizado/setembro/2007