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Salas de aula isoladas umas das outras e limitadas em
recursos; mesas e cadeiras dispostas em filas; o professor desempenhando a função de
dono e entregador principal do conhecimento; a apresentação de informação limitada ao
uso de livros-texto e do quadro-negro e quase sempre de forma linear e seqüencial.
Neste
cenário, o papel ativo é exercido pelo professor; o aluno é um elemento passivo, um
mero receptor dos pacotes de informação preparados pelo sistema educacional.
Há poucas oportunidades para a simulação de eventos naturais ou imaginários,
tanto para aumentar a compreensão de conceitos complexos quanto para estimular a
imaginação.
O currículo educacional é visto através de uma filosofia compartimentada: o
conhecimento humano é dividido em classificações estanques (matemática, geografia,
história, literatura, português, língua estrangeira, biologia, física, química, etc.)
sem a mais remota possibilidade de ver possíveis inter-relacionamentos entre elas.
E, finalmente, o aluno que consegue terminar este tipo de estudo é considerado
"formado", pronto para o mercado de trabalho e sem necessidade de estudos
posteriores.
A quantidade de novas informações disponíveis e com novas formas de acessá-las,
o aumento da complexidade dos setores da vida tanto profissional, como pessoal; a
necessidade de passar a fazer relacionamentos entre campos do conhecimento antes tratados
isoladamente; a cada vez mais necessária reciclagem de profissionais para manterem-se
atualizados frente à velocidade das transformações, sugere a preemente necessidade de
mudanças nos velhos paradigmas de educação.
Como
a Escola precisaria ser ?
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A escola precisaria ser principalmente um lugar destinado à aprendizagem, rico
em recursos, na qual os alunos pudessem :
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construir seus conhecimentos segundo estilos individuais de aprendizagem;
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propiciar atividades pedagógicas inovadoras;
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desenvolver no aluno a capacidade de pensar e expressar-se com clareza, solucionar
problemas e tomar decisões com responsabilidade;
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E com um currículo;
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que ofereça uma visão multidisciplinar dos conhecimentos e que valorize outros
tipos de inteligência além da lingüística e da lógica matemática;
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que aumente do uso de novas tecnologias de
comunicação;
Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação,
Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas
instituições, profere palestras e cursos, criou e é
diretora do CRE. |