Aplicações na Pré-Escola

      As crianças em idade pré-escolar são os seres humanos com a maior qualificação para aproveitar de plenamente os benefícios do uso do computador.
     Sem1.gif (7865 bytes)Se colocarmos um adulto e uma criança frente a um computador, sem que nenhum deles tenha tido qualquer contato anterior com a máquina, passando a explicar e demonstrar praticamente a utilização da mesma e de um programa específico, em mais ou menos meia hora, a criança se mostrará familiarizada com o computador e o aplicativo (logicamente adequado a seu nível), evidenciando uma atitude de confiança e segurança frente ao equipamento. Enquanto isso, o adulto, podem ter certeza, estará apenas tratando de familiarizar-se com a idéia de as vezes usar o teclado, as vezes o mouse, pensando em quando deve fazê-lo, além de demonstrar uma atitude de insegurança, como que temendo estragar, ou desmontar alguma coisa.
     Para a criança trata-se de uma característica natural, ou seja, trata-se de outra atividade lúdica, outro objeto interessante para  manipular, explorar e projetar seu interesse em pela descoberta.fantasm.gif (12126 bytes)
    Já, os adultos, trazem consigo uma carga de experiências negativas adquiridas ao longo da vida, que acarretam a necessidade do fazer certo, evitar o erro. É por isso que precisam de horas de capacitação , apenas para recuperar a confiança e acharem que tornaram-se capazes.
    Deste modo, as crianças não precisam de  cursos de capacitação ( na verdade para adquirir confiança, no caso dos adultos) para familiarizarem-se com o equipamento, podendo aprender seu uso com facilidade a partir de atividades que explorem o gosto pela descoberta, usando temas de interesse próprios dessa faixa etária, tão bem conhecidos de nossos professores ao preparar-lhes exercícios para sala de aula.
   Estarão aprendendo a usar o computador, sem ter aulas de informática, concomitantemente com a realização de atividades significativas para elas.

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Nosso papel é fundamental
     Devemos então criar um ambiente que reúna os elementos de motivação das crianças e utilizá-los em atividades de preparo para a leitura, para os números, conceitos de lógica que envolvem seriação, classificação, ordenação etc. Estaremos ao lado do aluno, acompanhando seu desenvolvimento, intervindo para levantar problemas que levem-no a formular hipóteses sempre que necessário.
    Segundo minha experiência, em um laboratório de informática, é preferível colocar duas crianças em cada computador, motivando-os a trabalhar em equipe na resolução dos problemas, aprendendo a expressar seus próprios pontos de vista na relação com o outro.

Programas a serem utilizados  8141.gif (4076 bytes)
    Precisamos estar cientes que o uso do computador é útil para a realização de determinadas atividades, ou seja,  quando aquilo que for ser feito através dele, não possa ser melhor realizado por outros meios.
    Nada pode substituir a manipulação concreta dos objetos, a exploração e observação do ambiente físico e social, do corpo, da linguagem oral, do jogo, da vivência de experiências reais e as interações daí decorrentes .
    Daí advém a importância dos softwares escolhidos e o tipo de atividades por eles propostas, as quais devem apresentar situações apropriadas para serem trabalhadas neste tipo de mídia. Devem auxiliar as crianças na compreensão de conceitos, colocando novos desafios e questionamentos.

Devemos levar em conta pelo menos os seguintes aspectos:
-que o conteúdo e as habilidades necessárias para o uso estejam de acordo com o
nível de interesse das crianças;
-que os conceitos apresentados sejam corretos e completos, haja vista que alguns
softwares ditos educativos e divertidos, enfatizam muito mais o jogo, a apresentação gráfica e sonora, do que o conteúdo e a exatidão dos conhecimentos;
-que apresentem níveis de dificuldades progressivas para motivar as crianças a desejarem conhecer e aprender mais.

-que apresentem conceitos, simulações e situações problemas contextualizadas, que possam sofrer transformações por parte das crianças, e não apenas a mera fixação de exercícios, exaustivamente repetidos.

Professor pesquisador!!
     Vemos que cabe ao professor um importante papel nesse processo, pois, para realizar essas escolhas e intervenções, cada vez mais o professor tem que conhecer muito do como as crianças aprendem e, mais ainda,  como aprendem aquele determinado conceito que se está pretendendo ensinar. As funções foram ampliadas: professor e pesquisador constante!

  Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestre em educação, pedagoga,  com vasta experiência na área educacional em geral, e na assessoria e capacitação de profissionais das mais diversas áreas.   


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atualizado/setembro/2007