Com base em
nossas experiências de Assessoria, principalmente no que diz
respeito ao desenvolvimento de Planos ou Processos de Melhoria
da Qualidade da Escola apresentamos uma pequena síntese, para
ajudar, os que desejam implementar algum processo de melhoria em
sua Escola.
Desenvolver um PLANO ou um
PROCESSO DE MELHORIA DA QUALIDADE
ordenado e sistemático é a grande saída que tem a Instituição para
demonstrar que não somente pode chegar a superar suas deficiências e
a dos alunos, ou encarar melhor suas fraquezas aproveitando aquilo
que tem de bom, para progredir e chegar cada vez mais longe.
Os bons resultados não são um acidente e nem se conseguem de maneira
espontânea ou automática. Se conseguem deliberadamente com uma
organização e propósitos claros, com prazos programados de acordo
com o tipo de objetivos que se espera alcançar.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais nos indicam, na área das
competências, o que as crianças e os jovens devem
saber e saber fazer com aquilo
que aprendem.
Nossa sociedade necessita de cidadãos competentes, capazes de
delimitar problemas, de propor soluções e de adaptar-se
continuamente às necessidades de mudança; necessita de cidadãos
felizes e capazes de orientar sua vida.
Falamos de qualidade da educação
quando os alunos alcançam os objetivos propostos, quando as escolas
se centram nas necessidades dos alunos com a finalidade de oferecer
oportunidades de aprendizagem de forma ativa e cooperativa, através
de experiências ricas e com vínculos com a realidade, de maneira que
se fortaleçam os talentos individuais e os diversos estilos de
aprendizagem; falamos de qualidade da
educação quando, com o que aprendem, os alunos sabem e
sabem desempenhar-se de forma competente.
Características das escolas eficazes
1-ALUNOS MOTIVADOS:
são aquelas que conseguem motivar (quase) a totalidade dos seus
alunos a aprender tanto habilidades básicas quanto metacognitivas.
2-
PROFESSORES COMPETENTES:
Os professores, em sala de aula, são responsáveis pela
implementação de elementos importantes elementos do currículo, tais
como:
• objetivos e conteúdo das lições claros e explícitos;
• estrutura e transparência do conteúdo;
•emprego de planos de aula;
• avaliação sistemática dos resultados do aluno, oferecendo
o feedback positivo e a instrução adicional.
O fator mais importante é o próprio professor, o ser humano que está
à frente da classe.
Só o professor pode
proporcionar:
• uma organização calma e ordenada da classe;
• uma forma inteligente de acoplar sistematicamente o
trabalho da classe às lições de casa;
• a formulação precisa de objetivos, com ênfase em um
número limitado de metas, focalizando as habilidades básicas e a
aprendizagem cognitiva;
• a estruturação dos conteúdos curriculares, partindo dos
conhecimentos que o aluno já possui;
• apresentações breves e claras, que prendem a atenção dos
alunos;
• respostas às perguntas dos estudantes;
• a introdução de exercícios logo após a apresentação de
novo conteúdo, para que os alunos possam praticar e assimilar a
matéria;
• muita atenção para a avaliação, feedback positivo
e instrução adicional para os estudantes defasados.
Questões para ajudar
a caracterizar a Instituição e para orientar os planos e processos
de MELHORIA DA QUALIDADE.
A Instituição está de acordo com o ponto de partida e para onde quer
chegar?
Qual o sistema de valores e metas da Instituição escolar?
O que se espera que devam saber e saber fazer os alunos ao final do
Ensino Fundamental? E do Ensino Médio? Que esperam os seus pais?
O nível dos resultados obtidos permite o alcance destas
expectativas?
A metodologia usada contribui para que essas expectativas sejam
alcançadas?
Os planos de ensino dos professores estão de acordo com o que a
Instituição espera internamente e externamente tendo em vista os
resultados das avaliações?
Os materiais de ensino e a diversidade de oportunidades de
aprendizagem oferecidos pela Instituição são adequados?
O ambiente escolar é adequado para enriquecer os processos de
aprendizagem?
O tempo de aprendizagem é adequado?
A Instituição conhece bem a natureza de seus alunos?
A Instituição tem a convicção compartilhada de que todos os alunos
podem aprender e de que a escola pode ser um instrumento para essa
aprendizagem?
Há consenso entre a direção da escola e os membros do corpo docente
quanto a métodos de ensino, material didático, formas de agrupamento
e atitudes dos professores?
Há consenso entre a direção e os professores no tocante à
missão institucional da escola, ou seja, o que ela pretende
fazer, porquê, como e com quem.?
Os planos da Instituição: plano escolar, planejamento estratégico e
outros são explícitos e conhecidos por todos?
Há uma liderança forte?
Há coerência entre o modo de agir dos coordenadores entre si, dos
coordenadores e direção e entre estes e os demais funcionários que
lidam com alunos e pais?
Há disciplina? Há um manual de convivência que permita solucionar
conflitos?
Há uma forma clara de dar estímulo ou resposta aos alunos?
Existe uma forma clara e igual para todos de avaliar os professores?
A avaliação dos professores é usada para se fazer um plano de
desenvolvimento profissional?
Os alunos têm uma percepção acertada e comum sobre sua escola?
A instituição tem atividades para apoiar os alunos com origens e
situações familiares conflitivas?
Existem altas expectativas sobre os resultados dos alunos?
Há ênfase na aquisição de habilidades básicas?
São realizados monitoramentos, análises e intervenções freqüentes em
relação ao progresso dos alunos?
Que grau de responsabilidade tem os alunos?
Os alunos têm clareza sobre o tipo de ensino que a escola se propõe
a fazer?
Que tipo de incentivos são usados para os alunos que têm
dificuldades de acompanhar a classe?
É claro que os
resultados destas informações são apenas um diagnostico
inicial que se enquadram nos passos iniciais do desenvolvimento
de um Plano de Melhoria Institucional.
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