Entrevista - César Coll
A Reforma Curricular Brasileira
(realizada
em Barcelona, em 2-6-99, pelos professores
Jean Lauand e Elian Alabi Lucci. Edição e tradução: Jean
Lauand)
César
Coll Salvador é diretor do Departamento de Psicologia
Evolutiva e professor da Faculdade de Psicologia da
Universidade de Barcelona, Espanha. Lá foi o coordenador da
reforma do ensino de1990, a Renovação Pedagógica. O modelo
desenvolvido por ele e sua equipe inspirou mudanças na
educação de diversos países, inclusive do Brasil. Como
consultor do Ministério da Educação (MEC) entre 1995 e 1996,
colaborou na elaboracão dos nossos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN), publicados em 1997
JL: Inicialmente,
gostaríamos de saber qual foi sua efetiva participação na elaboração
dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) do Brasil e em que
medida a reforma curricular brasileira teve como modelo o sistema
espanhol?
CC: Bem, minha participação na elaboração dos PCNs foi como
assessor técnico. O grupo designado pelo Ministério para a
elaboração dos PCNs era um grupo muito amplo, com representantes de
universidades e do professorado das diversas áreas e minha
colaboração consistiu basicamente em assessorar, no que diz respeito
à adoção de uma estrutura que permitisse uma certa homogeneidade
dentro das propostas das diversas áreas, não em termos de conteúdos
- o que, naturalmente, compete aos especialistas - mas, no que diz
respeito à definição dos objetivos dos diversos conteúdos, à maneira
de formulá-los, aos blocos de conteúdos, aos tipos de conteúdos
procedimentais etc. e no que diz respeito à fundamentação
psico-pedagógica
JL: E ao final,
ficou semelhante ao sistema espanhol?
CC: Não pode ser semelhante, porque as realidades são
diferentes e os objetivos são diferentes: os PCNs não são um
currículo prescritivo oficial, são, antes, um referencial de
currículo. Já na Espanha, há o que se chama aqui "diseño curricular
base" que estabelece, em nível normativo, o mínimo que deve ser
ensinado para todo o Estado Espanhol e depois, cada comunidad
autónoma concretiza seu currículo oficial com caráter prescritivo.
Trata-se, portanto, de casos totalmente diferentes; sim, podem ter
elementos comuns como têm os PCNs do Brasil e o currículo espanhol,
como podem ter com outras muitas propostas curriculares do resto do
mundo, na medida em que compartilham princípios psico-pedagógicos,
algumas opções curriculares do construtivismo e a opção por um
currículo aberto e pela importância de elaborar projetos educativos
nas instituições, pela consideração de diversos tipos de conteúdo,
pela ênfase na autonomia dos centros para empreender adaptações que
permitam atender à diversidade de interesses... Mas todos estes são
princípios que estão presentes não só nos PCNs e no currículo
espanhol, mas na maioria dos países que modernizaram recentemente
seus currículos.
JL: Para que ocorra efetivamente essa modernização, como
deve ser, a seu ver, o preparo dos professores de ensino básico,
secundário e médio? Principalmente num país com acentuadas
diferenças como o Brasil?
CC: É o mesmo problema em todos os países: em alguns casos
o problema é mais agudo; mas problemas há em todos os países. É
evidente que uma das mudanças que ocorrem com os PCNs é a de
repassar boa parte da responsabilidade da definição concreta dos
conteúdos e do currículo, o que antes era dado pela administração
educacional (federal ou estadual): agora essa responsabilidade recai
sobre as equipes docentes e sobre os professores, com a finalidade
de que tenham uma margem de manobra para adaptar o currículo às
necessidades dos alunos. Na medida em que isto ocorre, é evidente
que, neste modelo, é necessário um professor muito mais formado,
muito mais capacitado, que seja capaz de assumir a autonomia que a
proposta apresenta. Portanto, a formação do professorado que sempre
foi uma necessidade, agora é mais do que necessária: é absolutamente
imprescindível para poder pôr em prática uma ação docente de
qualidade.
JL: E num país
como o Brasil, com regiões extremamente pobres, o que o senhor
sugere para a formação acelerada desse professorado?
CC: Do ponto de vista da política educativa geral, um
governo, uma classe política e uma sociedade que implantam uma
proposta desse tipo têm, naturalmente, que dar uma absoluta
prioridade à formação do professorado: fazer a reforma sem essa
prioridade da formação do professorado seria cair numa contradição
que, espero, não venha a ocorrer no Brasil.
Já do ponto de vista técnico, parece-me bastante evidente
que, assim como há uma descentralização do ponto de vista do
currículo, tem que haver uma descentralização do ponto de vista dos
processos e das atividades de formação: e penso que, neste caso, o
ponto chave é procurar formar equipes de formadores de formadores
que - descentralizadamente, nas diferentes regiões - possam assumir
essa tarefa. E fazer isto, tendo em conta que o professorado
necessita formar-se não só em nível teórico, geral, mas procurando
soluções para poder construir um currículo adaptado para seus
alunos. Claramente, o que é necessário promover é a formação com
base em projetos de formação centrados em propostas didáticas
ajustadas às necessidades dos alunos de cada lugar. Outra idéia que
me parece muito importante é a da utilização das novas tecnologias
que oferecem imensas possibilidades do ponto de vista da educação à
distância e que podem ser utilizadas para a formação do pro
fessorado e a elaboração de materiais multimídia: hoje, com esses
recursos, estamos mais aptos a enfrentar desafios dessa magnitude do
que no passado.
JL: Diversos educadores do Brasil e da Espanha (onde -
guardadas as devidas distâncias - vocês têm uma experiência de dez
anos de reforma) expressam a preocupação de que a reforma, sim,
possa dar certo no ensino básico, mas que no ensino secundário e
médio as coisas não funcionem (las cosas se estropeen).
CC: Não é que se estropeen; é que, nesses casos, é muito
mais difícil, porque a mudança trazida pelas novas propostas é uma
mudança que se nota muito menos na educação primária do que na
educação secundária. Por que? Porque o princípio fundamental (que
comentávamos antes) de adaptar o currículo às necessidades
educativas dos alunos é algo que tem sido aceito na educação
primária - talvez não, na prática, de uma maneira total, mas sim do
ponto de vista do parecer geral dos docentes - já há muito tempo.
Pode-se conseguir essa adaptação de modo melhor ou pior, mas todo
professor primário sente-se na obrigação de adaptar o currículo às
necessidades de seus alunos. Já a educação secundária - na medida em
que, tradicionalmente, não era obrigatória - era proposta como
seletiva, para formar os melhores, como caminho para o nível
superior, universitário. Neste caso, o princípio encontra menos
receptividade: os professores não foram formados para trabalhar
nesse contexto. Então, logicamente, sendo a mudança muito mais
profunda, as dificuldades são também muito mais profundas: há um
choque com a cultura pedagógica dominante no ensino secundário e
surgem resistências.
Também no nível técnico, é mais difícil, porque a diversidade de
capacidades e interesses dos alunos é maior, na medida em que
crescem em idade. Então, fica mais difícil organizar tecnicamente o
ensino, mas o fato de ser mais difícil não significa que não se deva
tentar: se se considera que é bom e socialmente desejável, deve-se
identificar as dificuldades, analisá-las e empregar os recursos e os
meios necessários para ir superando, pouco a pouco, essas
dificuldades. Sempre tendo em conta que uma mudança dessa natureza
não se faz de um dia para o outro, nem dentro de cinco anos; é uma
mudança para médio e longo prazo e sabendo que não devemos nos
desesperar diante das dificuldades, dos problemas e das
resistências: o que é preciso é a convicção de que é uma mudança
boa, a consciência de que há dificuldades e que devemos empregar os
recursos para ir caminhando em direção aos objetivos que
pretendemos.
JL: Esta pergunta foi sugerida por um professor de
matemática e, embora sob forma jocosa, pode ajudar-nos a ter uma
melhor compreensão da proposta dos PCNs. Trata-se da conhecida piada
científica que conta a história do ensino de matemática - ao sabor
de sucessivas reformas - a partir do "problema das batatas". (dou a
ler ao entrevistado uma versão espanhola do problema, cuja tradução
apresentamos a seguir):
Ensino de 1960
Um camponês vende
um saco de batatas por 15 reais. O custo de produção é 4/5 do preço
de venda. Calcular o lucro.
Ensino
tradicional de 1970
Um camponês vende
um saco de batatas por 15 reais. O custo de produção é 4/5 do preço
de venda, isto é, 12 reais. Calcular o lucro.
Ensino de 1970 -
Matemática Moderna:
Um camponês troca
um conjunto B de batatas por um conjunto N de notas de dinheiro. A
cardinalidade de B é 100 e cada elemento sigma de N vale 1 real.
Desenhe cem pontos representando os elementos de M. O conjunto C dos
custos de produção contém 20 pontos a menos do que M. Represente C
como subconjunto de M e responda à questão: qual é a cardinalidade
de L, conjunto-lucro (desenhar seus elementos em vermelho).
Ensino renovado
de 1980
Um camponês vende
um saco de batatas por 15 reais. O custo de produção é 12 reais e o
lucro 3 reais. Sublinhe a palavra "batatas" e discuta com o grupo.
Ensino
progressista de 1980
Um camponeis
capitalista privilejiado seenriqueçe injustamente levando treis pau
no saco de batata. Analizá us erro de otorgrafia e pontuassão e
dispois fala u que ce acha dessa manera dinrequeçê...
Ensino com
computador de 1990
Um produtor do
espaço agrícola acessa on line um link de um data bank que faz um
download de alta resolução do day rate da batata. Através de um
hyperlink ele pode calcular o cash flow. Importe, clicando o mouse,
o GIF de um saco de batatas e formate para imprimir na Laserjet.
Ensino do ano
2000 - PCNs
Um camponês /
camponesa (de acordo com os PCNs, o professor de Matemática deve
integrar a Matemática aos Temas Transversais, no caso a "1.3.4.2.
Orientação Sexual: Acomodar num mesmo patamar os papéis
desempenhados por homens e mulheres na construção da sociedade
contemporânea, que ainda encontra barreiras ancoradas em
expectativas bastante diferenciadas com relação ao papel futuro de
meninos e meninas") vende um saco de batatas (aqui o trabalho deve
estar integrado a outras disciplinas - como se dá a plantação de
batatas - e ao tema transversal Meio Ambiente: "1.3.4.3. Meio
Ambiente. A compreensão das questões ambientais pressupõe um
trabalho interdisciplinar em que a Matemática está inserida. A
quantificação de aspectos envolvidos em problemas ambientais
favorece uma visão mais clara deles, ajudando na tomada de decisões
e permitindo intervenções necessárias (reciclagem e reaproveitamento
de materiais, por exemplo)" por 15 reais (Pluralidade cultural: em
vez de "vende", pode-se falar em troca ou em outras possibilidades
sugeridas pela Etnomatemática - cfr. PCN-Matemática 1.3.4.5) etc.
CC: (O entrevistado lê rapidamente o texto do problema e ao
se dar conta de seu caráter jocoso diz:) Piadas científicas como
esta, há muitas em todas as áreas e se se trata de tentar
ridicularizar e ver as coisas de um ponto de vista jocoso...
JL: ...De modo algum, mas só tentávamos concretizar um
pouco. Em outras palavras, como deve se comportar um professor de
Matemática, que, além de Matemática, tem de ensinar a igualdade do
homem e da mulher ante o mercado de trabalho...
CC: ...Eu não vejo as coisas assim. Eu diria que o bom
professor de Matemática no próximo século será igual ao bom
professor de Matemática dos anos 60, 70 ou 80. Sempre haverá
desvios, é claro, mas o bom professor de Matemáticas ensinará "lo
mismo" e ensinará com plena consciência do contexto social em que
ensina...
JL: ...Mas isto é mais difícil com Geometria Analítica ou
com Química Orgânica do que, digamos, com História...
CC: ...Não! Acho que não, porque o problema continua sendo
o de contextualizar, o de considerar as exigências sociais e isto
não se refere tanto aos conteúdos concretos - digamos, de como se
formulam os problemas - mas sim, ao sentido que se dá ao ensino: que
sentido deve ter o ensino de Matemática para as novas gerações? Este
é o problema de fundo. E este sentido é determinado pelas
necessidades sociais: para que é necessária a Matemática na educação
básica e obrigatória para um aluno atualmente? Esta é a modificação
de fundo; se há alguma modificação importante, decorrerá deste ponto
e não do fato de adotar uma ótica de teoria dos conjuntos ou do que
for... Esta é a questão de fundo, esta é a reflexão que nos falta e
que não está terminada: ela foi iniciada, mas ainda não a
concluímos. Será que, realmente, a Matemática que se ensina na
educação básica obrigatória é a Matemática que se requer para
exercer a cidadania na sociedade atual e no futuro?
JL: Sempre se corre o risco de fazer um trabalho fictício,
postiço: "Ética, meio ambiente, temas transversais etc... e agora
vamos ao que interessa: decorar a tabuada!"
CC: O importante, insisto, para os temas transversais não é
introduzir, digamos, em nível de "letra", de redação o que é a
não-discriminação entre gêneros, a igualdade de oportunidades ou uma
conduta social de acordo com os princípios cívicos e democráticos
nos enunciados, mas realmente situar o ensino de Matemática a
serviço disso... É necessário fazer uma reflexão: realmente, você e
eu, que somos adultos, que temos reconhecida uma plenitude de
direitos e de deveres, que nos situamos em um nível, poderíamos
dizer, relativamente alto e que, portanto, é de esperar que, em
nosso desempenho profissional, estejamos à altura das exigências
desse nível: de que Matemática realmente necessitamos? Esta é a
questão!
Há uma tendência academicista no ensino básico e
obrigatório que, penso eu, neste momento é um lastro que precisa ser
re-examinado. Não digo que se deva esvaziar a Matemática, mas fazer
a reflexão sobre se realmente tudo aquilo que hoje faz parte dos
currículos nos diferentes países é realmente o que o cidadão
necessita e, portanto, aquilo que deve ser assegurado em uma
formação para todos ou se, antes, é fruto de tradições academicistas,
que historicamente estariam justificadas, mas, que, talvez, hoje em
dia, já não estejam. E, reciprocamente: que pontos do conhecimento
matemático que não estão no currículo e que deveriam estar no lugar
de pontos que não são funcionais.
JL: Mas, deve-se ter em conta também um valor formativo
específico de cada disciplina: a formação matemática, por pouco
funcional que seja, propicia uma formação do modo de pensar: não se
estuda Geometria só para calcular áreas, mas como formação no
sentido da Academia de Platão: "Não entres, se não és geômetra!". E
não é fácil perceber esse valor formativo que não se traduz em
utilidade imediata...
CC: Estou de acordo com tudo isso que você diz, mas isto
mesmo se pode aplicar - mutatis mutandis - a todos os conteúdos e
não depende tanto do conteúdo, mas do modo de apropriar-se e de
aprender os conteúdos: o estudo de História, de Geografia, de
línguas... pode ser feito de modo a permitir o desenvolvimento de
capacidades e de criar umas coordenadas mentais ou pode ser feito de
um modo horroroso. Não é um argumento que se possa aplicar só à
Matemática...
JL:
...Evidentemente, eu não me referia só à Matemática...
CC: ...Mas ao conjunto dos conteúdos. Portanto, partindo do
pressuposto de que vamos ensinar e procurar fazer com que os alunos
aprendam da melhor maneira possível, desenvolvendo sua capacidade de
pensar de maneira autônoma, é necessária a reflexão sobre quais
conteúdos são mais importantes nesse sentido.
JL: Passo a
palavra ao Professor Elian para suas perguntas...
EL: Eu, que percorro o Brasil continuamente em contato com
professores, tenho a impressão de que um ponto extremamente positivo
da reforma é o da interdisciplinaridade. Mas os professores
queixam-se de que não estão sendo devidamente preparados...
CC: A verdade é que isto é uma conseqüência inevitável da
profundidade de mudança da proposta. Se a mudança fosse superficial,
teria provocado menos inquietação e ansiedade ante a necessidade de
adaptar-se à nova situação: mas isto é inevitável quando a mudança é
profunda.
E voltamos ao que dizia antes: é necessário exigir
coerência de quem promoveu a reforma e, portanto, que dê os recursos
necessários para que o professorado possa formar-se adequadamente. E
há um segundo ponto: quero dirigir aos professores uma mensagem que
os tranqüilize: os professores que eram bons profissionais no antigo
sistema, continuarão sendo bons profissionais no novo sistema e para
os que já pressentiam que era necessário mudar, a nova proposta
oferece uma orientação sobre o sentido para o qual devem encaminhar
as mudanças. E, certamente, a perspectiva da ansiedade ou da
insegurança não é a melhor para enfrentar uma situação nova; os
professores têm que pensar que são profissionais e que devem
formar-se (isto não significa que não sabem de seu ofício ou que o
exerçam mal, mas, como todo profissional, devem procurar melhorar no
exercício de sua profissão). E que é necessário exigir, junto aos
que detêm os meios e a responsabilidade, que propiciem essa
formação. E também saber esperar, porque essas mudanças não se
realizam a curto prazo, mas a médio e longo prazo e é um erro
pretender um retrocesso antes de se dar realmente a oportunidade
para que ocorram essas mudanças.
EL: Ouço dos professores brasileiros que enquanto na
Espanha os temas transversais são a estrutura básica, no Brasil são
antes justapostos ou opcionais...
CC: Pelo que estou informado, isto não é totalmente
correto. A verdade é que a proposta do Brasil e a nossa são
ligeiramente diferentes, como comentávamos: aqui (na Espanha), faz
parte do currículo prescritivo e no Brasil é um referencial. É
preciso distinguir entre o que se propõe em nível teórico e o que
acontece realmente em sala de aula: teoricamente, há uma integração
e uma apresentação integrada dos temas transversais nas áreas
clássicas do currículo, mas na prática, estamos muito longe de
alcançar o nível de integração que seria desejável.
Não vejo propostas radicalmente diferentes; há, sim níveis
diferentes e fundamentações em razões diferentes em um e outro caso,
por conta da tradição do país, da situação pedagógica...
EL: O que me parece interessante na proposta é a
possibilidade de dar ao jovem uma visão integrada.
CC: O que devemos ter em conta é que nós podemos ensinar
matérias diferentes, mas na cabeça do jovem tudo o que se ensina
deve-se integrar com base numa realidade que é única, como cada um
deles é único. É um pouco ilusório pressupor que eles vão, por si
mesmos, fazer uma integração de algo que não lhes é dado de modo
integrado: as disciplinas da educação básica obrigatória, que devem
estar dirigidas a oferecer-lhes instrumentos de leitura, análise,
compreensão e de atuação sobre a realidade. Isto se pode conseguir,
integrando as contribuições disciplinares e não separando-as e
estabelecendo fronteiras entre as disciplinas.
|