Cooperatividade Inclusiva através de:

Vivência Plástico-expressiva

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Renata Sollero

 

I. introdução

 

O processo criativo está intimamente ligado ao cognitivo-expressivo, um auxiliando no desenvolvimento do outro, desde a educação infantil. Para que se desenvolvam as potencialidades dos alunos é necessário criar situações envolventes e interessantes onde o foco não seja suas dificuldades. Na Educação Especial, este foco é ainda mais importante, pois os alunos apresentam condições peculiares para o aprendizado. O papel do educador diante de uma turma, ainda mais se esta for heterogênea, é o de adaptar cada atividade às capacidades individuais, valorizando as possibilidades, não as limitações. E nada melhor para isso que conhecer profundamente as potencialidades e as dificuldades de cada um.

Quando a criatividade é trazida à sala de aula, dentro de uma vivência continuada de experiências positivas, os alunos submetidos à educação diferenciada conseguem trabalhar sua expressão, e através dela transmitir a si mesmos e aos outros suas impressões do mundo.  Num processo de resignificação de conceitos dessa percepção, o aluno tende a se reorganizar interiormente.

Quando os estímulos pedagógicos referentes a conteúdos apropriados conseguem transformar um aluno, fazendo-o mais participativo no mundo, aí sim poderemos dizer que aconteceu a educação.

II. educação da pessoa humana

conhecendo as potencialidades:

ludoeducação

Aprender é diferente de brincar? Por que seria, se é brincando que as crianças aprendem a lidar com o mundo?

O brincar é para o educador a mais poderosa ferramenta de ensino que se pode encontrar. Isso porque nada é mais natural numa criança que a vontade de divertir-se. Mas para que a brincadeira não se torne apenas recreação, é necessário associar objetivos pedagógicos a uma estratégia criativa. Isso é Ludoeducação.

O importante na prática ludoeducativa é a transferência da responsabilidade do processo de desenvolvimento do educador para o educando, onde o foco da ação educativa não é mais o ensinar, mas sim o aprender.

Neste processo, o papel do educador não passa a ser menos importante, mas, muito pelo contrário, sem a presença preparada do mediador educativo o processo lúdico não acontece. É o educador quem provoca situações que irão desafiar e despertar as crianças diante de objetivos pedagógicos, sendo um agente motivador.

A partir das conseqüências e dos comportamentos observados cuidadosamente, o ludoeducador pode conduzir as atividades de acordo com as necessidades apresentadas pela própria turma, tornando-se um catalisador do aprendizado.

O uso das ferramentas lúdicas com habilidade e destreza na sala de aula facilita a transformação do dia-a-dia em uma vivência criativa e rica, diante da qual os alunos serão os primeiros a se interessarem por ir à escola.

As principais ferramentas ludoeducativas são (1) os jogos, (2) as histórias, (3) as dramatizações, (4) as músicas, danças e canções e (5) as artes plásticas.  Cada uma dessas ferramentas tem possibilidades particulares de desenvolvimento a serem dominadas, e é o uso combinado de todas elas que gera o processo integrado de um método educacional que, muito além de transmitir conteúdos, forma para a vida e para o mundo.

A vivência do processo criativo continuado permite que os alunos percebam, traduzam e registrem o mundo e a sociedade dentro de seus próprios códigos de compreensão. E, através da reflexão, da leitura, da interpretação, da desconstrução e da resignificação desses códigos, a criança tende a se reorganizar interiormente e redimensionar suas relações como mundo.

“Brincar é um meio natural em que a criança adquire as capacidades para ajustar-se às dimensões espaciais, temporais e sociais do ambiente.” - Meyerhof

III. educação do cérebro humano

conhecendo as limitações:

neurociências

Suponhamos que um educador altamente comprometido com seu papel de formador dos adultos que povoarão o mundo de amanhã receba em sua sala uma criança com certa disfunção neurológica por ele desconhecida.  É necessário pensar em aprendizado diferencial para uma criança com paralisia cerebral, ainda que seu sistema motor esteja bastante preservado.

Uma lesão neural pode, por exemplo, inutilizar uma atividade inteira que trate de cores, caso o aluno não as reconheça, não as possa nomear ou não as possa distinguir.  E neste ponto existe toda uma série de acontecimentos neuropsicológicos cognitivos que justificariam o desinteresse daquele aluno diante daquele grupo de atividades.

Por isto, é necessário que o profissional ligado à área de educação especial tenha o interesse e a possibilidade de estudar o mais profundamente que lhe seja possível as lesões e limitações neurais das crianças, e o que essas dificuldades podem representar em seu desenvolvimento psíquico e cognitivo.

É importante ressaltar que hoje no campo das neurociências há quem se dedique única e exclusivamente à compreensão das reorganizações de processos cerebrais diante de disfunções: os pesquisadores da neuroplasticidade – a  capacidade de adaptação do cérebro a novas condições e a novos estímulos neurológicos.

Talvez algo muito simples e muito importante a se saber é que a memória humana é cumulativa e mutável.  Ninguém esquece algo que aprendeu, apenas perdem-se os acessos, as conexões dentro do sistema nervoso. E pode-se estimular outros caminhos, para que aquela mesma informação possa ser utilizada, mas através de novos acessos.

A saber: a formação de memórias é altamente regulada por vias nervosas vinculadas às emoções e aos estados de ânimo, por isso o lúdico é também tão importante.

É necessário que o profissional esteja disposto a buscar portas neurais preservadas e operantes, para gerar um trabalho de significância dentro do desenvolvimento desse indivíduo.  Para isso ele precisa estar consciente de que existem as neurociências, de que existe a neuroplasticidade, de que se pode localizar topicamente as funções afetadas pela lesão, para trabalhar outros caminhos.

Além disso, quando a criança conta com acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, unir-se aos profissionais da saúde não representa um levante contra a liberdade expressiva do aluno (e nem pode), mas a formação de uma equipe, que tem mais condições de trabalhar coletivamente por seu desenvolvimento...

‘Aprender a aprender é possível também nos deficientes.  Por mais condições adversas que se levantem, o organismo humano é um sistema aberto e sistêmico e, como tal, a inteligência só pode ser concebida como um processo interacional, flexível, plástico, dinâmico, e auto-regulado’. - Fonseca

Logicamente, não se espera que o profissional da educação deixe de ir à sala de aula para dedicar-se a pesquisas do interesse neurocientífico.  Não. Mas que este profissional não se esqueça de que as pesquisas existem e que pode fazer uso delas, bem como contar com a parceria de outros profissionais, com outros conhecimentos, na busca mais vertical para um tratamento de desenvolvimento cognitivo-expressivo de um ou outro aluno específico, com características menos genéricas e mais delicadas.

IV.  a importância do planejamento

Para se realizar qualquer coisa com crianças é necessário, no mínimo, que se pense no que fazer.  Mas àquele que deseja e busca verdadeiramente educar, realizar “qualquer coisa” é inaceitável, bem como se ater ao mínimo necessário.

Todo tipo de planejamento participa da construção de um bom sistema educacional: planejar a atividade, planejar as participações, planejar o acompanhamento, as avaliações e mesmo as reorganizações, se necessário.

Diante de uma turma tão heterogênea de educação especial como a que será apresentada a seguir, o planejamento é sinônimo de sobrevivência da aula.  Primeiro por uma questão de desgaste do profissional, depois por conta do interesse dos alunos, suas interações em grupo e tantos outros aspectos.

O planejar não deve ser temido. Nem pode. Inclusive quando se faz necessário mudar os planos de acordo com as situações vividas no ensino.  É muito mais tranqüilo adaptar que improvisar.

V. apresentando a turma

A turma deste relato é composta de 10 alunos, apresentados a seguir em tabela onde se colocam suas condições, no que se refere às patologias que afetam o desenvolvimento cognitivo.

nome

idade

situação

Magali

6

Deficiência mental e visual (30% visão preservada)

Érica

6

Paralisia Cerebral

Martim

6

Deficiência Auditiva (surdo 0% preservado, sem fala)

Juliana

6

Síndrome de Down

Alberto

5

Deficiência Visual (cego 0% visão preservada)

Marlon

5

Déficit de Atenção e Hiperatividade

Daniel

5

Comum

Isis

5

Comum

Guiloherme

6

Comum

Francisco

5

Comum

 

 

 

 

 

 

VI. atividade aplicada

A proposta da atividade foi trabalhar a cooperatividade, através de um conto e da produção em grupo de um único painel, coletivizando (com responsabilidade) trabalho, materiais utilizados e resultado, valorizando o papel de cada um no projeto em conjunto, de grande riqueza coletiva – exatamente porque traz grandes riquezas individuais.

A.       Objetivos Pedagógicos

1) Criatividade/Imaginação: As histórias transportam a criança para o mundo do “Era uma vez”, onde para qualquer coisa acontecer, basta imaginar.  A Criatividade está intimamente ligada às referências. De certo modo, criar é organizar referências de uma nova maneira. E referências dependem de repertório – daí a necessidade de fertilizar a mente infantil com histórias;

2) Auto-realização/Valorização: Através da valorização das participações individuais, pudemos nos inserir no trabalho realizado como agentes construtores, não observadores.  O resultado da auto-realização provém da apropriação que cada criança consegue fazer do todo através da inserção de seu trabalho;

3) Aceitação de limites: Trabalhar a necessidade de aceitar ajuda, pedir ajuda, oferecer ajuda, é aceitar que podemos não estar preparados para realizar algo sozinhos, ou que podemos ser valiosos a alguém (porque somos bons em algo, ou porque somos bons amigos).  Aceitar os próprios limites e os limites do outro é essencial para a sobrevivência do grupo;

4) Socialização: Nada mais forte para promover a socialização que criar uma situação que promova por si só interações positivas do grupo de alunos. Quando são colocados diante da necessidade de compartilhar mais que o material, mas o resultado buscado, interagem de maneira mais positiva.

5) Respeito: Por si mesmo, pelo próprio corpo, pelo outro, pelo grupo, pelos limites individuais, pelo objetivo em conjunto.

B.       Técnicas Utilizadas

1) Relaxamento e reflexão: Começamos a aula com os olhos fechados e uma música ao fundo, fazendo uma reflexão conduzida sobre o tema “ajuda”. Ainda de olhos fechados, os alunos foram convidados a esticar o corpo, girar a cabeça e respirar profundamente;

2) Contação de História: Ao abrirem os olhos, os alunos se depararam com um avental-cenário (recurso auxiliar), e iniciou-se a contação da história “A menina jardineira e a Lua”, onde uma menina é pequena demais para cuidar de um grande jardim e vive triste por não conseguir mantê-lo lindo. A Lua a leva para um passeio pelo mundo para ensiná-la o que é ajuda, participação e cooperação. Depois, com a ajuda de amigos, o jardim fica maravilhoso.

2) Divisão de Tarefas: As crianças receberam partes de uma imagem desconhecida, como se fossem peças de um quebra-cabeça. A orientação era que cada um ajudasse a construir uma figura, colorindo sua peça. A “mala do contador de histórias” levou elementos especiais entregues de acordo com as necessidades:

  • A criança deficiente visual recebeu uma lixa grossa (120) e giz de cera;

  •  Duas crianças (baixa motricidade e baixa visão) receberam pincéis, água e aquarela, ficando encarregadas juntas do fundo do painel;

  • A criança deficiente auditiva, com grande habilidade manual, recebeu uma tesoura;

  • As outras crianças, comuns e portadoras de deficiências mentais (principalmente síndrome de Down), puderam escolher entre materiais secos;

  • Ao hiperativo foram atribuídas peças pequenas e em maior quantidade.

3) Montagem do painel em conjunto: com a ajuda de todos, fomos construindo a nossa imagem. Primeiro analisamos os pedacinhos, e percebemos que deveria ser uma pessoa, por causa das partes do corpo.  Depois fomos raciocinando sobre a estrutura de nosso próprio corpo, para projetar o corpo da figura. Através de perguntas simples como “Onde fica o seu pezinho? Então onde será que fica o pezinho do desenho?” fomos relacionando cada parte do corpo com o todo e cada peça colorida com a figura.

4) Revelação do resultado ao grupo: Os alunos finalmente puderam visualizar em que vinham trabalhando a aula toda.  Com os alunos deficientes visuais foi necessário um tempo a mais, para que pudessem tatear ou observar bem de perto. O trabalho em cooperação foi o tema de uma segunda reflexão dirigida, que procurou destacar o resultado obtido em grupo através da valorização de cada pedacinho da imagem (e através de cada pedacinho valorizou-se uma criança).

5) Fechamento: Agradecimento ao grupo pela ótima aula que tivemos, pelo excelente trabalho, por me fazerem tão feliz como professora ao agirem cooperativamente.

Algo além da escola...

Foi feita uma fotografia do painel e impressa uma cópia para cada aluno que participou do processo.  No verso da foto foi colocada uma etiqueta contendo o nome da criança, a data da atividade e alguma característica de seu trabalho naquela ocasião, não o pedacinho que coloriu, mas o que ela apresentou de bonito ao grupo enquanto atitude de elemento participativo.

A fotografia serve como uma memória material de que a criança é capaz de realizar qualquer coisa, e reforça diariamente os conceitos e valores trabalhados na atividade (cooperatividade, ajuda etc).

Todos eles guardaram a foto com muito carinho.

VII. resultados

Os resultados de uma ação educativa continuada, baseada em princípios de desenvolvimento humano das crianças não podem ser quantificados ou qualificados fora de seu contexto geral.  De fato, a atividade descrita aqui contribuiu e muito para todo o processo, principalmente por ter representado um marco inicial na mudança de enfoque do plano pedagógico.

Como resultado imediato, terminamos a atividade em clima de conquista e festa, quando pudemos contemplar fascinados o resultado de nosso trabalho conjunto.

Diante de sua participação e da transformação de sua pequena peça em algo maior, cada criança se apropriou do painel, podendo respirar fundo e dizer extasiada: EU FIZ!

Como resultados posteriores, integrando o método lúdico diferenciado aplicado desde então, pôde-se verificar a melhora da integração do grupo, que passou a reconhecer-se como grupo, não mais como conjunto de indivíduos; a maior aceitação dos próprios limites e dos limites do outro, de maneira amena e compreensiva; a vontade dos alunos de estarem presentes em aula, participando das atividades porque as fazem sentir bem; a formação de novas amizades a partir da necessidade de contar com a parte do outro para construir um mesmo todo.

Comentando aspectos positivos do comportamento e da  colaboração, alcançamos auto-realização e valorização.  Agradecendo ao grupo pela produção conjunta, encerramos em clima de conquista e festa.

VIII. conclusões

Essas conclusões são o material que me impulsiona a uma pesquisa verdadeiramente científica em projeto de pós-graduação.  Ainda não são comprovadamente válidas, mas compõe minha hipótese de solução para o problema da otimização do ensino na educação especial, e é sobre essa hipótese que venho trabalhando em sala de aula, com sucesso até agora.

A associação das neurociências com a prática ludoeducativa promove a otimização do processo de aprendizagem, garantindo a cada aluno envolvido um atendimento especializado, direcionado a suas potencialidades e à superação de suas dificuldades.  Para isso, é necessário que o profissional de Educação esteja disposto a investir no conhecer suas crianças, suas deficiências (neurociências) e suas eficiências. Gerar novos acessos para antigas memórias de comportamento, expressão, atitude etc, e novas memórias para desenvolver processos cognitivos através de atividades lúdicas e educativas.

Nosso objetivo como educador é “oferecer a oportunidade para que as crianças façam isso (aprender) de forma agradável, da “sua” maneira: investigando, trocando idéias, respondendo a desafios, construindo”- Vânia Dohme

Para isso, precisamos estar alerta à possibilidade e à necessidade de oferecer um ensino diferenciado, através da parceria educador-família-educando-profissionais da saúde.

Nossa postura como educadores diante da criança deficiente deve substituir a piedade pelo respeito ao outro enquanto ser humano capaz, dotado de habilidades particulares; substituir a acomodação diante das dificuldades do aluno, assumindo sua deficiência como desculpa, pela justiça em seu processo avaliativo-evolutivo, plena de exigências de progressos dentro de suas possibilidades pessoais; substituir o assistencialismo emocional de sorrir e concordar indiscriminadamente pelo trabalho dentro da realidade individual, exigindo comportamento adequado, respeito e progresso.

 

alguma bibliografia que utilizei...

 

BEAM M.T. “Celebrate your Creative Self: more than 25 exercises to unleash the artist within”.  p.cm. ISBN 1-58180-102-5.  ND1471.B43, 2001.

CONTRERA M.S. “O mito na mídia: a presença de conteúdos arcaicos na comunicação”. São Paulo: Annablume, 1996.

DAMÁSIO A. “O Erro de Descartes”. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

DOHME V.D’A. “Atividades lúdicas na educação: o caminho de tijolos amarelos do aprendizado”. Rio de Janeiro: Vozes, 2003.

DOHME V.D’A. “Técnicas de Contar Histórias”. São Paulo: Informal Editora, 2000.

DOHME V.D’A. “32 idéias divertidas que auxiliam o aprendizado”. São Paulo: Informal Editora, 1998.

FISCHER E. “A necessidade da arte”. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 (do original de 1963)

FONSECA V. “Educação Especial”. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1995.

GARDNER, H.  “Arte, Mente e Cérebro”. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

HANNA, S. “Sonho, Fantasia e Arte”. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1993.

KATZ L.C., RUBIN M. “Mantenha o seu cérebro vivo”. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.

MEYERHOF P.G., PRADO T.F.A. “Intervenção Precoce na Paralisia Cerebral”. São Paulo: Memnon, 1998.

SPINELLI J., YOSHIURA E.V., YAZIGI L., YAZIGI E.(organização) “Criatividade: uma busca interdisciplinar”. São Paulo: UNESP – Instituto de Artes, 1999.

 

REVISTAS

“Arquivos Brasileiros de Paralisia Cerebral” – Associação Brasileira de Paralisia Cerebral. Vol.1, num2. São Paulo, Memnon edições científicas, 2005.

“Viver Mente e Cérebro” – scientific american. Ano XIII, num 143. São Paulo, Duetto Editorial/ Ediouro Gráfica.

“Revista Neurociências” – Unifesp – diversas edições

SITES

www.editorainformal.com.br

www.aacd.org.br

http://museuimagensdoinconsciente.org.br

http://museuimagensdoinconsciente.org.br/estados/esser4.htm

www.sedes.org.br

www.ouvirativo.com.br

www.memnon.com.br

www.scielo.br

www.vivermentecerebro.com.br

http://pinker.wjh.harvard.edu/index.html

www.corpos.org/papers/transdiciplinaridade.html

www.caripsicologia.com.br/Labyrinthe12.htm

www.cidadãoeficiente.com.br

www.sentidos.com.br

www.educacao.sp.gov.br

Renata Sollero

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