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Um dos problemas emocionais que vem despertando grande
preocupação entre os profissionais da área da saúde é a Depressão.
Pesquisas apontam um aumento significativo da tal diagnóstico em crianças,
jovens e adultos.
Falando de uma maneira simplificada, a Depressão define-se
por um estado de ânimo dolorosamente incapacitante e, até, paralisante,
uma tristeza profunda e duradoura que surge a partir de avaliações
catastróficas e parciais da realidade. Os acometidos pelo mal, demonstram
um sentimento de inferioridade, uma autocensura excessiva, flutuação de
humor e rejeição social, acarretando prejuízos nas suas relações
interpessoais.
Em alguns casos a Depressão pode ser caracterizada como
ansiosa, deixando a pessoa sempre muito agitada e irritada, ou bipolar,
alternando estados de depressão e euforia.
A etiologia da Depressão ainda causa muita discussão na
área médica, os profissionais se dividem entre as perspectivas biológicas,
sociológicas e psicológicas. Grande parte dos psiquiatras e psicólogos vem
compartilhando de uma perspectiva integrada, levando em conta fatores
referentes à hereditariedade, condições ambientais e história de vida do
paciente. Muitos avaliam alguns casos como uma “Depressão endógena”, que
surge do nada, sem um motivo aparente.
Todo tratamento deve ser iniciado com um psicodiagnóstico,
para que depois possamos fazer uma indicação para psicoterapia e em
algumas situações, tratamento medicamentoso, principalmente nos casos de
depressão grave, onde o risco de suicídio é preocupante.
Devemos estar muito atentos às nossas atitudes e
pensamentos, assim como ao comportamento das pessoas que queremos bem,
pois o diagnóstico precoce pode ser de grande valia para um tratamento de
sucesso. Enquanto não renunciarmos ao papel de vítima e não passarmos a
assumir o de protagonista de nossa própria vida, dificilmente chegaremos a
libertar-nos de tal nefasta aquisição; nem que seja necessário termos
humildade em admitir que precisamos de uma ajuda profissional.
Somente dispomos de uma vida e não devemos permitir que ela
nos escorra por entre os dedos. Como afirma o psicólogo clínico Ramiro J.
Alvarez, no seu livro “Distúrbios psicológicos cotidianos”- “Quem tiver
encontrado um porquê é capaz de superar qualquer como”.
Os profissionais que atuam nas Escolas, devem estar atentos aos casos que
possam surgir, preparando-se para orientar as famílias e fazer indicações
pertinentes. A Escola não pode esquecer do seu papel social, valorizando o
indivíduo intelectual e emocionalmente.
AUTORA:Gisele Cristina Di Santo Peterson
Psicóloga clínica e institucional
Artigo publicado no jornal “Tribuna
Paulista” em 02/08/02
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