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Howard Gardner,
psicólogo americano é o autor da teoria das inteligências múltiplas.
Howard definiu 7 inteligências a partir do conceito que o ser humano
possui um conjunto de diferentes capacidades. São elas:
- LÓGICO-MATEMÁTICA
- está associada diretamente ao pensamento científico ao raciocínio
lógico e dedutivo. Matemáticos e cientistas têm essa capacidade privilegiada
- LINGÜISTICA -
está associada à habilidade de se expressar por meio da linguagem
verbal, escrita e oral. Advogados, escritores e locutores a exploram bem.
- ESPACIAL - está
associada ao sentimento de direção, à capacidade de formar um
modelo mental e utilizá-lo para se orientar. É importante tanto para navegadores como para cirurgiões ou escultores.
- CORPORAL-CINESTÉSICA
- está associada aos movimentos do corpo que pode ser um
instrumento de expressão . Dançarinos, atletas, cirurgiões e mecânicos se valem dela.
- INTERPESSOAL -
está associada à capacidade de se relacionar com as pessoas.
De entender as intenções e os desejos dos outros e, conseqüentemente, de se relacionar bem com eles. É necessária para vendedores, líderes religiosos, políticos e, o mais importante, professores.
- INTRAPESSOAL -
está associada à capacidade de se estar bem consigo mesmo, de
conseguir administrar os próprios sentimentos, de se conhecer e de usar essas informações para alcançar objetivos pessoais.
- MUSICAL - está
associada à capacidade de se expressar por meio da música, ou
seja, dos sons organizando-os de forma criativa a partir dos tons e
timbres.
Gardner atualmente estuda
numa oitava inteligência, chamada NATURALISTA,
que está associada à capacidade humana de reconhecer objetos na
natureza.
O fundamental não é quantas inteligências
temos, mas o desenvolvimento de todas elas segundo nossas aptidões.
Nílson José Machado, professor do Departamento de Metodologia da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), acredita que Gardner não aprofundou seus estudos. "Houve apenas um espraiamento horizontal." Apesar disso, ele reconhece que a discussão em torno da teoria trouxe alertas importantes para quem trabalha com educação. "A escola deve considerar as pessoas inteiras e valorizar outras formas de demonstração de competências além dos tradicionais eixos lingüístico e lógico-matemático", afirma.
Os novos paradigmas para a educação
determinam que os alunos são os construtores do seu conhecimento. Neste
processo a intuição e a descoberta são elementos
fundamentais para a construção do conhecimento. Neste novo modelo
educacional o aluno deve ser considerado como um ser total que possui
outras inteligências além da lingüística e da lógica-matemática,
que devem ser desenvolvidas e o professor deve ser um facilitador do
processo de aprendizagem, e não mero transmissor de informações
prontas.
Então, na escola, o professor deve propor o
estudo de um tema de mais de uma maneira, facilitando a construção do
conhecimento por aqueles que tem mais facilidade de construir
utilizando-se de aspectos da inteligência que não somente os lingüísticos
e matemáticos, que normalmente são os enfocados e valorizados nas
escolas.
Daniel
Goleman, psicólogo americano afirma que o controle das emoções
é o fator essencial para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo.
Inteligência Emocional é uma
teoria que redefine o que é ser inteligente e o quanto a emoção
interfere no desenvolvimento da inteligência. É um novo caminho em
busca do equilíbrio entre o intelectual e o emocional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :
LIMA, Lauro - Piaget para principiantes
FERREIRO, Emilia - Reflexões sobre alfabetização
TEBEROSKY, Ana - Construccion de escrituras através de la intercacción
grupal Vera Lúcia Camara Zacharias é mestre em Educação,
Pedagoga, consultora educacional, assessora diversas
instituições, profere palestras e cursos, criou e é
diretora do CRE.

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