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A
autonomia da escola como ponto de partida
A autonomia
da escola está prevista na legislação e no referencial teórico que afirmam
que as escolas terão que construir sua identidade para gerir o ensino.
Torna-se necessário passar do discurso à ação. Em Educação, um grande
problema tem sido o fato de a escola não ter nem os instrumentos, nem a
autoridade necessários para resolver seus problemas. Dar à comunidade
escolar a autoridade e os meios para realizar sua gestão e crescer é o
começo da transformação.
É
necessário construir a autonomia escolar em seu verdadeiro sentido – a
possibilidade da diversidade – com a única limitação de que,
obrigatoriamente, deve haver uma educação de qualidade, ou seja, uma
educação que forneça a todos os alunos a oportunidade de adquirir
competências e habilidades necessárias para tornarem-se uma pessoa
autônoma e participante, com pensamento crítico, criativo e produtivo numa
sociedade em profundas transformações.
A autonomia
não significa, entretanto, isolamento. Ela deve ser ponto de partida para
que a escola possa fornecer a possibilidade de uma aprendizagem
significativa, na qual alunos e professores entendam os problemas do mundo
que os rodeiam e utilizem o conhecimento para reencontrar soluções e achar
caminhos sempre novos.
Essa
possibilidade não deve resultar, porém, em um “abandono” da escola à sua
própria sorte por parte da administração federal e/ou estadual. Pelo
contrário: há necessidade de uma política de reforço da autonomia das
escolas, de modo a criar condições para que ela seja “construída” em cada
unidade escolar, de acordo com suas especificidades locais.
Nesta perspectiva, a
ação dos órgãos intermediários e centrais reveste-se de uma importância
que não pode ser subestimada. O apoio técnico e a participação na
supervisão dos projetos escolares podem se colocar como condição de
aperfeiçoamento docente.
A autonomia
da escola não constitui, portanto, um fim em si mesmo, mas um meio de se
realizar, em melhores condições, a formação dos jovens.
A autonomia da escola é, portanto, uma construção social e política,
que se dá pela interação dos diferentes atores organizacionais em uma
determinada escola.
Gestão da escola
Gestão
significa dar direção ao processo de organização e funcionamento da
escola, comprometida com a formação do cidadão. Não qualquer formação, mas
justamente aquela já apontada anteriormente, no referencial que apresenta
a orientação em âmbito mais geral de um processo: direção de mudanças a
serem efetuadas.
Se as
escolas têm a responsabilidade de formar seus alunos de acordo com os
princípios já apontados, é na gestão da aprendizagem que elas devem
concentrar seus esforços.
A
compreensão dessa afirmação remete a um compromisso com o significado da
reforma do Ensino Médio e com a garantia do processo educativo que se
realiza na escola. Processo este não individual, mas coletivo,
envolvendo todo o corpo docente,
técnico-administrativo e a comunidade no planejamento, organização e
desenvolvimento de um projeto político-pedagógico.
É a
intencionalidade do que se quer fazer que define a direção da ação e as
formas de organizar a execução. É a intencionalidade - que se expressa nos
objetivos – que irá nortear aquilo que se apresenta como desejado e
necessário. Somente a participação efetiva e coletiva do conjunto dos
educadores de uma unidade escolar garante que a verdadeira aprendizagem se
viabilize e se concretize.
É por meio
do projeto pedagógico em ação, que em outras palavras significa gestão da
aprendizagem, que serão alcançados os objetivos propostos para o processo
educativo, ao mesmo tempo em que se fortalecerá cada um dos membros da
escola, que poderão reavaliar sua própria prática.
Na verdade,
um processo de gestão que construa coletivamente um projeto pedagógico de
trabalho possui, em sua raiz, a potencialidade de transformação. É
necessário que a atuação na escola seja realizada com competência para que
a aprendizagem aconteça, para que as convicções se construam no diálogo e
no respeito e as práticas se efetivem coletivamente no companheirismo e na
solidariedade.
A
constituição de um projeto educativo coletivo forma a identidade de cada
escola e é o meio de implantar uma gestão inovadora da aprendizagem. Nessa
perspectiva, cabe ao diretor da escola assumir a liderança do processo.
Sua função é principalmente pedagógica e social, exigindo competência
técnica, política e pedagógica. É ele quem deve fazer a articulação dos
diferentes atores em torno do projeto político-pedagógico da escola.
Portanto, o
diretor deve, necessariamente exercer sempre uma liderança, mas uma
liderança democrática, que seja capaz de dividir o poder de decisão sobre
os assuntos escolares com todos os protagonistas do processo
ensino/aprendizagem, criando e estimulando a participação de todos.
Fonte: MEC
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