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Nestes dias de globalização, em que a televisão, a internet, os videogames
são realidades presentes no cotidiano de uma parcela bastante
significativa da população, a influência de tais recursos tecnológicos de
comunicação abre espaço para a interatividade, pela qual os sujeitos
participam, podendo interferir no sistema com suas ações, provocando
reformulações no projeto original.
Neste cenário, não há justificativa para se deixar
crianças e jovens expostos à influência absoluta dos meios de comunicação,
com o que correm o risco, entre outros, de se tornar espectadores
passivos, egoístas, com atenção dispersa, sem concentração, presas fáceis
da obesidade, do consumismo e da violência, que trazem como resultado um
baixo desempenho escolar, diminuição da comunicação familiar, aumento da
atividade sexual precoce...
Aspectos negativos como estes podem ser evitados
ou combatidos mediante postura crítica e criativa dos pais, familiares e
educadores que, numa posição realista, assumem que o ideal não é proibir
totalmente a garotada de assistir televisão, jogar videogame e/ou
conectar-se com a internet, e sim cultivar com este público uma relação de
confiança, proximidade e cumplicidade, que possibilite, além da diminuição
do tempo de exposição a tais recursos tecnológicos, um estreitamento de
relações emocionais, com troca de experiências e possibilidade de diálogo
sobre assuntos diversos, inclusive sobre o conteúdo de programas de TV,
sites da internet, motivações e objetivos de diferentes jogos de
videogames, etc, favorecendo a aprendizagem.
Dessa forma, os adultos
estarão mais próximos de suas crianças e jovens, podendo apresentar-lhes
outras possibilidades lúdicas e de lazer, com jogos, brinquedos e passeios
que envolvam, também, atividade física e de interação com colegas de sua
idade e com o meio ambiente, o que é fundamental para a construção de
conceitos, de valores e o desenvolvimento adequado da personalidade.
Na medida em que se
posicionam frente às instituições/emissoras/indústrias, enviando e-mails,
telefonando, boicotando programas considerados inadequados, enfim,
interagindo e exigindo a adequação dos programas/produtos a horários e
faixas etárias atendidas, os adultos assumem a função de cidadãos
conscientes, responsáveis, críticos e ativos, fazendo valer seu poder de
público consumidor frente aos desafios da atualidade e, sobretudo,
transformando recursos tecnológicos em aliados na formação e no
desenvolvimento das novas gerações. |