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A
dor e o medo são provavelmente os mais primitivos sofrimentos do
homem, diante dos quais, ao contrário do que ocorria com o frio e a
fome, ele ficava praticamente impotente . Abrigava-se em cavernas e
cobria o corpo com peles de animais para proteger-se do frio;
saciava a fome com vegetais e pequenos animais, mas quase nada
conseguia fazer para aliviar a dor, esse sofrimento tão antigo
quanto a humanidade.
A dor que
sentimos indica que algo não está bem e que é preciso providenciar
atendimento específico. E essa sensação foi selecionada durante a
evolução das espécies, por milhares de anos, sendo fundamental para
a sobrevivência do ser humano num ambiente inóspito, cujas condições
ambientais mais favoreciam seu desaparecimento.
Assim sendo, a humanidade sempre conviveu com a dor, que
contribuiu para o desenvolvimento de mecanismos de proteção contra
estímulos ambientais nocivos, mas sempre tentou superar, ou, no
mínimo, amenizar a dor, em suas diversas formas.
Nos dias de hoje, a dor sentida pelos pacientes continua
sendo um importante indicativo do seu estado físico e psicológico, e
colabora no direcionamento do tratamento, sobretudo fisioterapêutico,
que é o tema deste pequeno artigo, apontando os estágios dos
comprometimentos, como, por exemplo, sisão óssea, dor neuropática,
contusões.
Nos atendimentos, é indispensável que o paciente tenha
empatia com o fisioterapeuta, que deve se preocupar em reabilitá-lo,
preparando-o para o retorno às suas atividades normais, cotidianas,
sem agravar seu estado de saúde pela exacerbação da dor. O paciente
deve ser visto como um todo, e não como um diagnóstico. Assim, a
interação paciente-fisioterapeuta pode colaborar para os bons
resultados desse tratamento, quebrando a resistência, o medo do
paciente.
O
fisioterapeuta deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para
aliviar essa dor antes mesmo de tratar a enfermidade desse paciente
e, para isso, ele deve usar diferentes recursos, como: a
eletroterapia, com aparelhos como: de ultra-som, teens (estimulação
elétrica transcutânea), fes (estimulação elétrica fusal), laser,
turbilhão, que devem ser utilizados com cautela, pois há patalogias
nas quais o paciente perde a sensibilidade térmica e dolorosa; o
gelo, um excelente aliado do fisioterapeuta, pois geralmente não há
contra indicação relativa. Os recursos devem ser utilizados conforme
a patologia do paciente e os recursos de que o profissional dispõe,
no momento do atendimento.
Finalmente, o fisioterapeuta deve estar constantemente
atento às reações de seu paciente, pois é através delas que ele
orientará suas ações de continuidade ou encerramento bem sucedido
desse tratamento.
Bibliografia:
Fisioterapia na ortopedia e na medicina do esporte.
Editado por James A. Gould III, 1993, Editora
Manole.
Snider, Robert K. Tratamento de doenças do sistema
músculoesquelético. Editora Manole, 1ª edição brasileira, 2000.
Guiuliano Tadeu R. Di Santo é
fisioterapeuta, pós- graduado, realiza consulta em empresas,
domicílios, palestras junto a grupos de intessados.

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